[ Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 ]
TECHNO ROUTE
Laura e eu divagando sobre o "Original Roots Wine" vulgo Catuaba
Balla e eu em momento fofura
Marcelones e eu - totalmente passados com a energia da festa
Imagine um lugar lindo, baita lago, um dia de sol fantástico. Para completar rodeado de pessoas fofas e som perfeito. Isso tem nome e aconteceu semana passada: Techno Route @Lago - 23/01. Impressionante! Obrigada aos amigos: Little, Balla, Anny, Marcelo, Diogo, Laura, Luiz Gustavo...E os novos amigos: Thiago Grazioli, Rafael, Fab, Danilo e tantas outras pessoas que conheci e que agora não estou lembrando os nomes, mas que contribuiram para fazer daquele um momento todo especial.
In our darkest hour
In my deepest despair
Will you still care?
Will you be there?
In my trials and my tribulations
Through our doubts and frustrations
In my violence
In my turbulence
Through my fear and my confessions
In my anguish and my pain
Through my joy and my sorrow
In the promise of another tomorrow
I'll never let you part
´Cause you're always in my heart
(Will you be there- Michael Jackson)
Eu tinha costume de escutar essa música há exatamente 10 anos atrás. Assim como da história a qual ela fez parte da trilha sonora, do filme Free Willy, para mim era como que um pacto de dedicação e fidelidade com algumas pessoas que amava muito. Eu me preocuparia e estaria sempre presente, independente da situação. Agora você esteve lá, se preocupou quando deveria? Então não me venha fazer "a fina" nesse momento porque com gripe eu sei lidar bem sozinha.
Pessoas vêm, pessoas vão. Algumas pessoas simplesmente ficam. Já os sentimentos não são tão mutáveis, pelo menos não os meus. Mas depois de algum tempo e sinais claros de indiferença, bobo seria aquele que continuasse regando uma planta que não vai crescer. Como a baleia do filme, fui libertada. Mas ainda não sei lidar muito bem com o desconhecido e, às vezes, angustiante mundo que me foi apresentado e imposto. Mais um desafio. Bom que eu não tenho medo.
[ Quarta-feira, Janeiro 26, 2005 ]
Há algum tempo vinha se entregando à "alegria descontrol" dos reveillons. Após o natal, ou melhor, após o "tão merecido" presente de natal que ganhou, seguido de uma conversa telefônica com um amigo que disse ser o reveillon apenas a passagem de um dia para o outro e nada daquilo que tanto planejara, resolveu fazer diferente este ano.
No lugar dos fogos, champanhes, areia, mar, aquela coisa exagerada e por tantas vezes falsa, decidiu pela reclusão, no máximo a companhia de pessoas que há muito já faziam parte de seus dias, gente que ela considerava de bem, e nessa situação seria possível refletir, planejar, sem vergonha deixar suas lágrimas rolarem, entre abraços acolhedores, sorrisos sinceros e sentimentos incondicionais.
Na cabeça, insistente como batidas de martelo, o refrão de uma música antiga e não muito conhecida que dizia ser aquela a hora de voltar às raízes. Quem quisesse que a acompanhasse.
E era exatamente isso que precisava. Voltar às raízes, cutucar e fazer retornar o recalcado, ir a fundo, visceralmente, fazer doer para tentar entender, resgatando sensações e sentimentos primários, verdadeiros em si e que não precisavam de muito para existir. Precisava, para isso, de pessoas que a conheciam na sua essência, sem o deslumbre dos paetês e das luzes da noite. Gente que a viu acordar, sem maquiagem, sem disfarces, nem saltos altos. Pessoas que raramente se podavam, e proferiam palavras difíceis de escutar, mas que faziam-no apenas pensando no seu bem. Pessoas que, por fim, mostrariam na sua simplicidade, algumas vezes até na ignorância, mais verdade, carinho, respeito e vontade de viver do que tudo aquilo que até hoje ela havia encontrado entre os muros de concreto e nas relações pseudo-aprofundadas do lugar em que vivia.
E, para ela, não foi nada fácil ver que muitas vezes pedia demais à vida e às pessoas. E que caberia apenas a ela seu sentimento e também, se decepcionada, a revisão de seus conceitos e a responsabilidade pelo acontecido, afinal, por mais que errada, foi feita a escolha. Ao outro caberia apenas ser "outro", que não deveria agir, nem pensar, nem satisfazer seus sonhos e expectativas.
Na simplicidade e na ignorância pode encontrar a objetividade perdida em meio a toda aquela utopia em que havia se tornado sua vida. Quebraram-se sonhos, ilusões, desejos. Da imagem do ser amado, intocável e perfeito, uma humanidade nunca antes encontrada. Mais um ser. Único em sua imperfeição.
Assim como ela.
No lugar dos fogos, champanhes, areia, mar, aquela coisa exagerada e por tantas vezes falsa, decidiu pela reclusão, no máximo a companhia de pessoas que há muito já faziam parte de seus dias, gente que ela considerava de bem, e nessa situação seria possível refletir, planejar, sem vergonha deixar suas lágrimas rolarem, entre abraços acolhedores, sorrisos sinceros e sentimentos incondicionais.
Na cabeça, insistente como batidas de martelo, o refrão de uma música antiga e não muito conhecida que dizia ser aquela a hora de voltar às raízes. Quem quisesse que a acompanhasse.
E era exatamente isso que precisava. Voltar às raízes, cutucar e fazer retornar o recalcado, ir a fundo, visceralmente, fazer doer para tentar entender, resgatando sensações e sentimentos primários, verdadeiros em si e que não precisavam de muito para existir. Precisava, para isso, de pessoas que a conheciam na sua essência, sem o deslumbre dos paetês e das luzes da noite. Gente que a viu acordar, sem maquiagem, sem disfarces, nem saltos altos. Pessoas que raramente se podavam, e proferiam palavras difíceis de escutar, mas que faziam-no apenas pensando no seu bem. Pessoas que, por fim, mostrariam na sua simplicidade, algumas vezes até na ignorância, mais verdade, carinho, respeito e vontade de viver do que tudo aquilo que até hoje ela havia encontrado entre os muros de concreto e nas relações pseudo-aprofundadas do lugar em que vivia.
E, para ela, não foi nada fácil ver que muitas vezes pedia demais à vida e às pessoas. E que caberia apenas a ela seu sentimento e também, se decepcionada, a revisão de seus conceitos e a responsabilidade pelo acontecido, afinal, por mais que errada, foi feita a escolha. Ao outro caberia apenas ser "outro", que não deveria agir, nem pensar, nem satisfazer seus sonhos e expectativas.
Na simplicidade e na ignorância pode encontrar a objetividade perdida em meio a toda aquela utopia em que havia se tornado sua vida. Quebraram-se sonhos, ilusões, desejos. Da imagem do ser amado, intocável e perfeito, uma humanidade nunca antes encontrada. Mais um ser. Único em sua imperfeição.
Assim como ela.
[ Quarta-feira, Janeiro 19, 2005 ]
I don't need you to
Tell me i'm pretty to make me feel beautiful
I don't need you to
Give me your strength to make me feel i'm strong
I got all of this strength that I need here
inside my own two hands
All that I want is your love and respect for who I am
What I really need
Comes from deep inside of me
Don't need you to tell me i'm pretty to make me feel beautiful
Don't need you to make me strong cuz i'm strong all on my own
Doesn't come from outside
This beauty I know
Comes from inside my soul
I don't need you to
Believe in me to make me know im worth believing in
I don't need you to
Lift me up high to know I can stand tall ( I can stand tall)
I can stand my own ground
I can stand proud upon my own two feet
Don't have to be part of somebody else
To be complete
What I really need
Comes from deep inside of me
Don't need to come to you for...confirmation
Because I finally found too...this revelation
What I really need
Im gonna find inside of me
Not in somebody else
Respect...comes when you respect yourself
Don't need you to tell me i'm pretty to make me feel beautiful
Don't need you to lift me up, i can stand up on my own
Doesn't come from outside
This beauty I know
Comes from inside my soul
Don't need you to tell me i'm pretty to know i'm beautiful
"Ao travesseiro
Durante a noite, abraçados, impossível era não sentir a tranqüilidade que aquela situação lhe proporcionava. Mesmo quando para o ouro lado da cama ela ia, era como se estivesse tão perto, que no sono mais profundo se deixava levar e era agraciada pelos sonhos mais lindos.
Ao acordar, olhava-o sempre com os mesmos olhos brilhantes, sorria gratuitamente, e em voz baixa, quase sussurrando, dava graças a Deus pelos momentos de felicidade e calmaria que havia colocado em sua vida. Ele se mexia, naquele misto de ainda estar dormindo, posicionava-se a sua frente, e proferia palavras doces, mas era no mesmo olhar, da forma como antes ela havia contemplado seu sono, onde se encontrava o que mais especial existia entre eles.
Sentia-se completa.
Hoje ainda acorda, depois de mais uma noite abraçada, agora sem querer voltar ao outro lado da cama, busca seus olhos, aquele sorriso mais brilhante que o sol que entrava pela janela da sala e em fragmentos invadia o quarto. Ele está imóvel a sua frente, mas lhe permite encostar a cabeça e derramar algumas lágrimas. Não lhe conforta, não aconselha, apenas permite, talvez porque não tenha como dizer não. No seu íntimo, se houvesse como manifestar alguma opinião, talvez já não fosse mais esse companheiro, que há anos compartilha dos seus momentos felizes e até estes, onde no seu silêncio ensurdecedor ela se recolhe, abraça-o com força e apenas pede para que nunca lhe abandone. Ele já teria lhe pegado pelas mãos, levado para fora de casa só para ver que apenas uma fresta de luz ao amanhecer é muito pouco perto do show que o sol dá todas as manhãs."
É clichê mas é verdade. Tudo na vida passa, até a bendita da uva.
Durante a noite, abraçados, impossível era não sentir a tranqüilidade que aquela situação lhe proporcionava. Mesmo quando para o ouro lado da cama ela ia, era como se estivesse tão perto, que no sono mais profundo se deixava levar e era agraciada pelos sonhos mais lindos.
Ao acordar, olhava-o sempre com os mesmos olhos brilhantes, sorria gratuitamente, e em voz baixa, quase sussurrando, dava graças a Deus pelos momentos de felicidade e calmaria que havia colocado em sua vida. Ele se mexia, naquele misto de ainda estar dormindo, posicionava-se a sua frente, e proferia palavras doces, mas era no mesmo olhar, da forma como antes ela havia contemplado seu sono, onde se encontrava o que mais especial existia entre eles.
Sentia-se completa.
Hoje ainda acorda, depois de mais uma noite abraçada, agora sem querer voltar ao outro lado da cama, busca seus olhos, aquele sorriso mais brilhante que o sol que entrava pela janela da sala e em fragmentos invadia o quarto. Ele está imóvel a sua frente, mas lhe permite encostar a cabeça e derramar algumas lágrimas. Não lhe conforta, não aconselha, apenas permite, talvez porque não tenha como dizer não. No seu íntimo, se houvesse como manifestar alguma opinião, talvez já não fosse mais esse companheiro, que há anos compartilha dos seus momentos felizes e até estes, onde no seu silêncio ensurdecedor ela se recolhe, abraça-o com força e apenas pede para que nunca lhe abandone. Ele já teria lhe pegado pelas mãos, levado para fora de casa só para ver que apenas uma fresta de luz ao amanhecer é muito pouco perto do show que o sol dá todas as manhãs."
É clichê mas é verdade. Tudo na vida passa, até a bendita da uva.
[ Segunda-feira, Janeiro 17, 2005 ]
Cansei
Amor: palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas...ou pelo menos um.
Sexta 14/01 @ Tostex - Tati e Mari no Aniversário da Anny (/ladyanny)
Judiaria (Lupicínio Rodrigues)
Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia, a sua ingratidão
A judiaria que você um dia fez pro coitadinho do meu coração
Estas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater
Já chega um tempo que eu fiquei sozinha
Que eu fiquei sofrendo, que eu fiquei chorando
Agora quando eu estou melhorando
Você me aparece pra me aborrecer
[ Sábado, Janeiro 15, 2005 ]
Eu não vou mais regar minhas plantas.
Na ânsia louca de vê-las crescer rápido, ficarem bonitas, vistosas, encorpadas, bem grandes e mostrarem-se fortes a quem quisesse e tivesse oportunidade de ver, regava-as todos os dias. Descartei os fatores naturais e viciei suas raízes a procurarem sempre na superfície o seu sustento.
Em momento algum eu pensei que se deixasse de regar, naturalmente, as raízes iriam a fundo e procurariam nas camadas mais internas da terra seu alimento. E, por mais que retardasse um pouco seu crescimento, teriam bases muito mais sólidas, firmes.
Depois de várias tormentas, onde algumas foram levadas pela enxurrada com raiz e tudo, outras apenas envergaram, mas já não eram mais as mesmas, cheguei à simples conclusão:
Preciso deixar com que o tempo e a natureza se encarreguem de algumas coisas que fogem do meu controle, ou melhor, não cabem a mim controlá-las. Respeitando essa simples lei, ninguém me conhecerá, sem se conformará, apenas com o que há de superficial. Somente com o tempo, o amor, árvore de cada um, aparecerá e não haverá chuva que o envergue, nem tormenta que o carregue, pois suas raízes estarão tão fortemente cravadas que seria impossível arrancá-las seja de onde for.
Na ânsia louca de vê-las crescer rápido, ficarem bonitas, vistosas, encorpadas, bem grandes e mostrarem-se fortes a quem quisesse e tivesse oportunidade de ver, regava-as todos os dias. Descartei os fatores naturais e viciei suas raízes a procurarem sempre na superfície o seu sustento.
Em momento algum eu pensei que se deixasse de regar, naturalmente, as raízes iriam a fundo e procurariam nas camadas mais internas da terra seu alimento. E, por mais que retardasse um pouco seu crescimento, teriam bases muito mais sólidas, firmes.
Depois de várias tormentas, onde algumas foram levadas pela enxurrada com raiz e tudo, outras apenas envergaram, mas já não eram mais as mesmas, cheguei à simples conclusão:
Preciso deixar com que o tempo e a natureza se encarreguem de algumas coisas que fogem do meu controle, ou melhor, não cabem a mim controlá-las. Respeitando essa simples lei, ninguém me conhecerá, sem se conformará, apenas com o que há de superficial. Somente com o tempo, o amor, árvore de cada um, aparecerá e não haverá chuva que o envergue, nem tormenta que o carregue, pois suas raízes estarão tão fortemente cravadas que seria impossível arrancá-las seja de onde for.
[ Quinta-feira, Janeiro 13, 2005 ]

Amor perfeito
Muitas vezes eu pedi para ser como ela. Ou melhor, como eles. Cada um com seu jeito, todos completamente diferentes um do outro. Eu, a apaixonada, romântica, que sonha em casar e ter filhos, que muitas vezes põe cor em tudo, e se ilude, batalha e mesmo assim sofre. Ele, de paixões instantâneas como miojo, 3 minutos e está pronto, alta rotatividade, tudo muito intenso porém em curto espaço de tempo. Ingênuo, sem malícia alguma, dá até medo de andar com ele em São Paulo. É muito coração pra tanta maldade. Ela, objetiva. Poderia acabar por aqui. Apenas uma palavra resume minha irmã. Ela sabe o que quer e, se acaba se perdendo pelo caminho, é por pura diversão. Se sofre, dura pouco. Ela é muito mais ela, por mais que guarde num cantinho, bem escondido, suas fragilidades e medos. Quando chora é pura emoção e geralmente acontece em momentos felizes, ou quando parte de mim a tristeza, ou quando o problema é bem maior do que pensávamos. Ao mesmo tempo em que me dá o colo para deitar a cabeça e não me sentir só, foi no seu silêncio onde encontrei muitas respostas. Ou de onde tirei forças para poder me reerguer. Ela brilha, conquista, manipula. No rosto sempre um sorriso, que pode até ser falso, mas está lá. Ela dança sem se importar com a música, nem com o que os outros podem dizer ou pensar. Ela já chupou sangue de pardal no cemitério, fez parte de gangue que ameaçava pessoal da alta sociedade, na cabeça dos outros já deve ter sido ou feito muito mais até do que isso. Surpreendente. Ela assume quando faz, e se não fez tem dó de quem inventa e nem perde tempo com isso. Não acumula frustrações, nem decepções. Cada dia é único, e cada minuto precioso. Se o leite foi derramado, limpa o chão e compra outro novo, se houver mesmo a necessidade dele naquele momento. Quando gosta, gosta. Já quando ama, se entrega, sem perder a individualidade nem a autenticidade, suas principais características. Prática. Única. Insubstituível.Irmã.
E pra continuar com a breguice, a música dela (Amor Perfeito - Roberto Carlos):
Fecho os olhos pra não ver passar o tempo, sinto falta de você.
Anjo bom, amor perfeito no meu peito, sem você não sei viver
Vem que eu conto os dias, conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você, sem você.
Os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar
Até quando te querendo, te amando, coração que te encontrar
Vem que nos seus braços esse amor é uma canção
E eu não consigo te esquecer, cada minuto é muito tempo sem você, sem você.
Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem, vem, vem, vem...
DISCOLOGY@LOV.E
Desanimei do fotolog. Da mesma forma como antes eu havia desanimado disto aqui (e agora retomo, já que a produção está em alta e as visitas então...rs). Bom, como por enquanto eu não vou postar lá, vai por aqui mesmo. Estas fotos foram tiradas na última Discology de 2004. Já na entrada tocava Dr. Alban e o Mauro estava na pick up. Arraaaasa! Há um ano e meio não o via. Provavelmente nem se lembrava mais da minha pessoa. Mas não é que ele veio e descreveu detalhes daquele tempo, de como nos conhecemos, até a música que tocava na hora. Ô memória boa!! Nem eu lembrava mais de tudo aquilo...Fiquei muito feliz, ainda mais por saber que algumas pessoas, apesar do pouco contato, tiveram oportunidade de me ver por detrás das máscaras. Rafa e Mauro, fofos e queridos.
Essa foto vai pra Taís e pra Glendha que provavelmente não se lembram do Dj que tocava na última noite do Tim Festival, aquela do pague 2 e leve 5, encontre seus dois últimos rolos, a um metro de distãncia um do outro, e aja normalmente - tarefa cumprida com maestria- , não veja o Libertines (ainda bem...ruim demaaais da conta), se mate no The Mars Volta antes que o vocalista se mate no palco, assista a apenas uma música do Pet Shop, troque horas de idéia sobre o nada com o vocalista do Jota Quest, se sinta em rave de psy rodando as bandanas da Tim bem na hora do Mau Mau, escute de um muleque de 15 anos que você se parece com a mulher do "Pumper Fiction" e caia de tanto rir. Ufffaaa...noite longa e eu ainda tive que trabalhar na segunda. Algum tempo depois...Mau Mau e eu, na Lov.e, ele com cara de sono, eu na segunda cerveja da noite.
[ Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 ]

Azul
Sou brega. E não é de hoje que, pelo menos os mais íntimos ou freqüentadores mais assíduos deste blog, sabem disso. Nunca fiz questão mesmo de esconder. No meu computador músicas que vão que Abba a Zappa. Sem perdão para Balão Mágico, Pimpinella, Trem da Algria, Menudos, New Kids, Guilherme e Santiago, Gian e Giovani, Chitãozinho e Xororó, Rosana, Fábio Júnior, Glen Medeiros, Guilherme Arantes, Jordy, Leo Jaime, Kid Abelha, Mariah Carey, Whitney Houston, Paquitas, Placa Luminosa, Roberto Carlos, RPM, Sonia, Tony Braxton, entre outros...todos estão aqui.Depois de tanto tempo em Minas, acompanhada de meu irmão Jean (PHD em música sertaneja) e com o violão santo do meu querido amigo Bruno, voltei pior ainda. O que manda agora é Edson e Hudson. (Olha a que ponto eu cheguei). Pior é que eu adoro a música, talvez porque nos bastidores tenha algum significado emocional.
Olha que coisa lindamente brega:
Azul
Composição: (flávio Santander / Gustavo Santander ¿ Versão Santiago Ferraz)
Foi na manhã em que eu te encontrei
Quando a brisa tocava tua doce pele
Teus olhos tristes que eu adorei ver
Na noite em que eu te amei
Quando em silencio por fim te beijei
Senti lá dentro nascer esse amor azul
Olho pro céu, em você posso ver
A estrela que eu sempre sonhei
E esse amor é azul como o mar azul
Como no coração uma doce ilusão
Azul como a lágrima quando há perdão
Tão puro e tão azul que entra no coração
E esse amor é azul como o mar azul
Como o azul do céu que ilumina a paixão
Azul como a estrela do meu coração
Uma estrela azul que me enche de amor
Como milagre que tanto esperei
É a garota que eu sempre sonhei azul
Tua inocência que eu quero entender
Seu príncipe azul eu serei
São mil loucuras de amor com você
Raio de lua será para mim azul
E como a chuva pintada de azul
Sempre será só você
"Azul como a lágrima quando há perdão, tão puro e tão azul que entra no coração..." talvez seja isso, ou nisto que eu tenha me encontrado. Voltar a Minas me fez resgatar um pouco de uma pureza perdida e perdoar, pelo visto, será o verbo dominante deste ano que mal começou. Já as lágrimas serão inevitáveis em todo o processo que, por mais doloroso que possa ser, no final me consolará, pois não fiz como Pilatos e simplesmente lavei as mãos, lutei até onde pude, com todas as forças, engolindo todo meu orgulho, por mais que sabia que estava errado ou que não devia. "E esse amor é azul como o mar azul, como no coração uma doce ilusão..."
Te amo, meu irmão! Obrigada por me fazer acreditar que ainda existem pessoas com um coração tão bom quanto o seu, que às vezes chega até a ser bobo, mas de uma forma que dá até vontade mesmo de ser inocente até o fim da vida, só pra ver na simplicidade, na humildade, os reais motivos de se estar aqui e os únicos caminhos pra se chegar na felicidade.
O resto? É resto.

Tá todo mundo doido...oba!
Programa Pânico, domigo, 26 de dezembro.Atração principal: Inri Cristo.
Local da reportagem: Playcenter.
Bizarro? Quase nada! Mas eles tinham que se superar e pediram pro Inri provar que tinha senso de humor e contar uma piada. Eis que o "iluminado" solta:
"O cara vai no urologista. Após o exame pede ao médico: - Doutor será que não poderia colocar os dois dedos para ter uma segunda opinião?"
Cabruuuuuuuuuuuum!!!! Domingo chuvoso. Porque? O céu todo, santos, anjos, arcanjos, serafins, querubins, tronos, os peões lá de cima, a parte braçal do negócio, porque Deus mesmo não ia perder tempo com aquela palhaçada, tentavam acertar um raio na cabeça do infeliz. Além de fazer (ou tentar com muita força) o povo acreditar que ele é Jesus reencarnado, ainda me solta uma dessas? Toooosta.
E não pára por aí., como a propaganda dos produtos da Polyshop. Levaram o lunático para o palco e chamaram uma loira semi-nua (porra, ela tava com um top que deixava tudo pra fora e uma saia que parecia mais um cinto...sinto muito). Eis que ele profere mais algumas lindas palavras:
"Meu pai indica este jogo a todos os seus filhos. Sinuca é muito bom para alongamento".
Sinuca? E acredita que é Jesus? Que buteco que ele freqüenta, preciso conhecer essa pinga! Quem sabe eu não saia de lá achando que eu vôo ou sou a Demi Moore.
Mais chuva em São Paulo. Pelo menos quando o doidão voltar pra Belém - do Pará, onde ele mora - , é capaz que faça um pouquinho de sol por aqui. A não ser que São Pedro resolva castigar aqueles que não tinham nada pra fazer no domingo e assistiram à tamanha heresia.
TER OU NÃO TER NAMORADO? EIS A QUESTÃO
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil, porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de advinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando chega ao lado dele a gente treme, sua fria e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor; é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não Ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperama, beira d` água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado é porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse nos olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlouqueça!!!
Carlos Drummond de Andrade

