[ Terça-feira, Maio 24, 2005 ]

Acabo de achar isso...Tantas coisas mudaram, tanta gente se foi, talvez pra sempre, tanta gente ficou e vai ser pra sempre, se Deus quiser. Às vezes eu gostaria de poder voltar no tempo, viver tudo aquilo de novo, outras vezes acho que é melhor assim, que tudo aquilo aconteceu no seu devido momento e ponto. Mas não dá pra evitar a saudade. Não mesmo.
Era uma vez cinco garotas. Tinham acabado de entrar na faculdade, estavam eufóricas com todas aquelas mudanças, novas pessoas, outras cabeças, um novo mundo se abria...Cada uma delas fez sua turma, turmas que eram bem temporárias, diga-se de passagem, com alta rotatividade de membros. Algumas delas chegaram a ter contato com uma, ou até mais, das cinco que tenho como o ponto central deste texto. Mas a amizade, se é que posso assim classificar o que elas tinham umas com as outras naquele tempo, enfim, a amizade ia e vinha como iô-iô. Após um certo tempo, e várias destas idas e vindas, elas se encontram, apesar de que encontrar não é o termo mais correto, e formam o quinteto...logo mais se transformando em sexteto com a entrada de um membro do sexo masculino, conhecido como Tunico, pessoa de absurda importância para o grupo, porém, neste texto irei me reter apenas ao que foi vivido pelas cinco, em algumas, pensando bem, em várias das circunstâncias aqui descritas o Tunico teve participação ativa, mas o texto foi feito para elas.
As cinco garotas têm características bem próprias, modos, estilos e gostos completamente diferentes e talvez seja devido a isto que tenham se dado tão bem, não sentindo mais assim, aquela vontade de reciclar o grupo, muito pelo contrário, parecia que nele ninguém mais entrava e dele ninguém saía. Eram amigas, cúmplices, eram o ouvido sempre atento, a palavra sempre dita, não haviam limitações, nem segredos...elas riram muito entre elas, também choraram, lógico! Elas iam para algumas baladas ouvindo funk e mexendo com o professor gay no carro do lado, elas também esperavam um velhinho charmoso parar no carro do lado no semáforo, elas davam rolês no Pacaembu, iam tomar cerveja no bar, elas escutaram um serzinho dizer um dia "vaca maldit" no meio da escada em alto e bom tom, elas descobriram e se divertiram muito ao saber que uma delas tinha como sócio o filho de uma professora que já tinha ferrado com sua vida por causa de 0,3 pontos na nota, elas apresentaram trabalhos vestidas das formas mais estranhas possíveis, elas viajaram juntas, e tomaram muito vinho até ficarem irreconhecíveis, elas detestavam as aulas (algumas, sem generalizações) mas estavam sempre presentes, pois aquele lugar era para elas uma válvula de escape de tudo o que tinha acontecido durante o dia, e enquanto estavam lá dentro, elas conseguiam esquecer que existia um mundo lá fora, mundo este, cheio de problemas no serviço, família e namoro, assuntos até que muito conversados por elas, mas de uma forma bem mais sutil, lá dentro todos os problemas pesavam menos, pois tinham umas às outras e isto fazia com que se sentissem bem. Elas acompanharam todo o processo do muda-não-muda de casa de uma delas, e se orgulharam ao ver que esta mudança fez que esta crescesse muito como pessoa; elas acompanharam inícios maravilhosos e finais traumáticos de namoros e até casamentos, se bem que este último acabou voltando; e elas beijaram muito também durante todo esse tempo.
Elas confidenciaram os mais íntimos segredos, abriram o coração e deixaram transparecer sempre que estavam angustiadas. Elas tomaram muitos vinhos nas sextas a noite e inventaram até que uma delas chegou a fazer streap-tease, deixando a coitada desesperada. Elas tiraram muitas fotos, ainda mais em um churrasco que foram...este foi o mais divertido de todos, elas "voaram" dentro do carro, escorregaram no mato. Heavy bone!! Uma delas pediu por telefone para que o entregador trouxesse guaraná com gelo e laranja. Elas tiveram que estudar economia no último semestre e tiveram o professor George of the jungle, o cara mais sem noção de todos. Duas delas entraram no emprego, em empresas diferentes, mas do mesmo ramo, quase no mesmo momento e não paravam de falar sobre o que estavam aprendendo, o resto boiava. Haja Fundos de Investimento...títulos de capitalização...Elas foram no Black Jack e tomaram incontáveis porres. Elas ouviram "Love aint no stranger" e "Corazon Partio" no último volume. Elas meteram o pau umas nas outras por trás, em momentos de raiva passageira, e isto faz parte da amizade, pois logo tudo, na base da conversa e no momento adequado, pode ser resolvido. Elas tomaram vários cuspes na cara do filho de uma delas...hahaha, que por acaso, é lindo e super travesso, já deu para notar! Elas resgataram uma delas no quinto dos infernos após esta ter uma tremenda briga com seu namorado na época. Elas se empanturraram de panquecas no amigo secreto.
Elas se apaixonaram e desapaixonaram várias vezes durante todo esse tempo, e cada paixão teve muita importância. Elas planejaram o presente de aniversário do então namorado de uma delas, e não tendo se concretizado, todas ficaram frustradas por igual. Elas sofriam quando uma outra sofria, se alegravam a cada vitória, davam a mão a cada tombo Elas já se estressaram em vários trabalhos e sentiram juntas o alívio do último, lágrimas por ele rolaram, tanto pela confecção, como pelo ultimo instante, a apresentação final, marco do fim da jornada.
Foi o fim da faculdade minhas amigas, o que não significa em hipótese nenhuma o fim da nossa amizade. Algo que foi tão bom durante tanto tempo não merece um pouquinho mais de empenho de nossa parte para fazer com que ele não seja esquecido?? Sinto falta do dia-a-dia. De ver vocês, de conversar seja lá sobre o que for...É final de ano, tempo de confraternização, tempo de mostrar aos amigos o quanto eles são importantes, e por mais distantes que possam estar no momento, eles fazem muita falta. Espero que tenha conseguido tocar um pouquinho o coração de vocês, fazer lembrar que não importa o que estamos fazendo, todos tem suas vidas, seus problemas pessoais, seus compromissos, mas será que duas horinhas, de qualquer dia da semana, fazem tanta falta assim??
Amo vocês.
Continuo amando vocês.
[ Domingo, Maio 22, 2005 ]
Bom, meu lindo namorado é dj...pra quem não sabe. Além de sonoplasta em algumas peças de teatro. No lugar onde ele toca acontece de tudo e o povo muda a cada final de semana pois geralmente só rolam festas fechadas. Por essas e outras ele tem que estar munido de todo e qualquer tipo de som que existe.
Eis que num dos últimos finais de semana a festa era de uma galera muito esquisita. Um bando de doidões, meio hippies (mas que tomavam banho - me pareceu), meio playboys...enfim...tudo isso pra falar que o auge da festa ocorreu quando eles quiseram escutar uma música chamada Caia Mamão Papaya.
Hãnnnnn???
Olha que profundo:
Ai que saudade que eu tenho
Saudade da roça
Saudade da roça
Lá tem cheiro de mato
Então caia caia, caia caia, Caia Mamão Papaia
Lá não tem carro a álcool
Nem a gasolina
Só tem carrapato
E o que predomina
Então caia caia, caia caia , Caia Mamão Papaia
Procurei no Google: compositor desconhecido. Lógico! Quem vai assumir isso?? Pior só Xibom Bombom daquele grupo As meninas. Afeeee...merece o gongo master.
Voltando às festinhas...ontem teve uma ótEma!!! Meu lindo tocando umas músicas maravilhosas, logicamente desconhecidas da "geral" que lá estava. A aniversariante solta a pérola :- Dj solta a technera! ( Se ela soubesse...aquilo era techno). Tradução da frase da moçoila: Você tem aí aquele Cd da Jovem Pan? E não é exagero não! Até que estou muito tolerante ultimamente...mas essa mereceu, fez minha noite, até perdi o sono...
Pra compensar, fazer o tempo passar mais rápido, peguei o computador, coloquei um filmitcho e me neguei a escutar mais dessas maravilhas que só a noite proporciona.
Amor...você tem uma paciência!
Eis que num dos últimos finais de semana a festa era de uma galera muito esquisita. Um bando de doidões, meio hippies (mas que tomavam banho - me pareceu), meio playboys...enfim...tudo isso pra falar que o auge da festa ocorreu quando eles quiseram escutar uma música chamada Caia Mamão Papaya.
Hãnnnnn???
Olha que profundo:
Ai que saudade que eu tenho
Saudade da roça
Saudade da roça
Lá tem cheiro de mato
Então caia caia, caia caia, Caia Mamão Papaia
Lá não tem carro a álcool
Nem a gasolina
Só tem carrapato
E o que predomina
Então caia caia, caia caia , Caia Mamão Papaia
Procurei no Google: compositor desconhecido. Lógico! Quem vai assumir isso?? Pior só Xibom Bombom daquele grupo As meninas. Afeeee...merece o gongo master.
Voltando às festinhas...ontem teve uma ótEma!!! Meu lindo tocando umas músicas maravilhosas, logicamente desconhecidas da "geral" que lá estava. A aniversariante solta a pérola :- Dj solta a technera! ( Se ela soubesse...aquilo era techno). Tradução da frase da moçoila: Você tem aí aquele Cd da Jovem Pan? E não é exagero não! Até que estou muito tolerante ultimamente...mas essa mereceu, fez minha noite, até perdi o sono...
Pra compensar, fazer o tempo passar mais rápido, peguei o computador, coloquei um filmitcho e me neguei a escutar mais dessas maravilhas que só a noite proporciona.
Amor...você tem uma paciência!
[ Sexta-feira, Maio 13, 2005 ]
Ai, tive que passar por aqui pois, segundo a Globo.com, blogs não atualizados há mais de 90 dias simplesmente são deletados...DELÍCIA!

